quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

CURSOS ONLINE


Início de ano costuma ser o momento ideal para refletir sobre a carreira e pensar em como avançar profissionalmente. Se o primeiro passo geralmente é apostar nas resoluções e criar metas para si mesmo, o próximo costuma ser arranjar os meios de alcançá-las. Mas e quando os objetivos não cabem no bolso?

A resposta pode estar on-line, disponível para download ou streaming, e inteiramente grátis. Diversas instituições de ensino renomadas oferecem cursos e aulas abertas que podem ser a oportunidade ideal para quem quer investir na carreira por conta própria – é só ter conexão com a internet e, é claro, um pouco de disciplina. O Valor reuniu algumas opções:

No Brasil:
FGV Online: A Fundação Getulio Vargas oferece cursos pela internet com carga horária entre 5 e 30 horas sobre finanças pessoais, empreendedorismo, direito e sustentabilidade.
Unicamp: A Universidade Estadual de Campinas disponibiliza todo o material de algumas disciplinas no portal Opencourseware. O centro de computação da instituição também oferece minicursos relacionados à tecnologia da informação.
BMF&Bovespa: A bolsa de valores de São Paulo possui cursos on-line sobre finanças pessoais e mercado de ações.
Sebrae: A instituição de apoio aos pequenos negócios oferece cursos a distância voltados a empreendedores individuais e micro e pequenos empresários.
Receita Federal: Com a intenção de esclarecer dúvidas comuns a empresários, a Receita Federal disponibiliza cursos sobre o funcionamento do CNPJ, Simples Nacional e Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação.

No mundo (sites e aulas em inglês):
Harvard: Por meio da iniciativa Open Learning, uma das universidades mais conceituadas do mundo oferece algumas disciplinas inteiras em vídeo.
Berkeley: O campus virtual da Universidade da Califórnia tem vídeos e áudios de disciplinas de 20 departamentos disponíveis para streaming ou download, gravadas ao longo dos últimos seis anos.
Yale: A universidade disponibiliza vídeos de disciplinas introdutórias de diversos departamentos, entre eles economia, ciência política e engenharia biomédica.
MIT: Com um dos acervos mais completos, o Massachussetts Institute of Technology disponibiliza recursos de mais de duas mil disciplinas nesse canal, com vídeos das aulas, notas e material didático. As áreas variam entre as mais esperadas quando se pensa no instituto, como tecnologia, engenharia e computação e cursos da área de humanas, como antropologia, artes e estudos de gênero.
Stanford: Com uma conta no iTunes, é possível baixar vídeo e áudio de várias aulas de Stanford.
UCLA: O campus de Los Angeles da Universidade da Califórnia possui um canal no YouTube em que disponibiliza aulas de diversos temas.
NYU: A Universidade de Nova York começou em 2009 um programa piloto de educação aberta e hoje disponibiliza material para seis disciplinas, além de um ambiente on-line onde os alunos ao redor do mundo podem discutir os assuntos das aulas.
Google Code University: O Google oferece tutoriais e aulas gratuitas de universidades de várias partes do mundo sobre linguagens de programação como Java e HTML5.

Saiba onde procurar mais:
iTunes U: A iTunes Store, loja da Apple recém-chegada ao Brasil mais conhecida por disponibilizar downloads de músicas e filmes, possui um braço acadêmico. Nele, cerca de 400 universidades disponibilizam material de graça (Stanford, Yale e Berkeley são alguns exemplos). Para ter acesso aos vídeos e áudios no computador, iPad ou iPhone é preciso ter cadastro na loja e baixar o aplicativo.
Academic Earth: Site que reúne palestras e aulas disponibilizadas por universidades ao redor do globo. Possui ranking das mais assistidas e mais votadas pelos usuários.
Open Culture: Portal que reúne oportunidades de cursos por área profissional e também de idiomas.
Opencourseware Consortium: Comunidade que reúne centenas de universidades e instituições de ensino do mundo todo comprometidas com a disseminação do conhecimento, incluindo a maioria das citadas aqui. No site, é possível buscar cursos por país, tema, língua e instituição de ensino.

(Letícia Arcoverde | Valor)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

LIDERANÇA




Junto com o ano novo, vêm as mudanças que você quer fazer em sua vida, seja ela pessoal (se alimentar melhor, se exercitar mais, acabar um relacionamento, se casar, ter filhos ou passar mais tempo com familiares) ou profissional (trabalhar mais horas, fazer um curso de aprimoramento, ser promovido, etc). Mas vivendo em um mundo totalmente globalizado e sem fronteiras, uma das dicas que vem na minha cabeça é se desenvolver como líder.

Nosso país, por incrível que pareça, está com um marketing externo excepcional! Nunca na minha vida vi o Brasil ser tão aceito, ser tão apreciado e até invejado! Até nos EUA onde fui tratada como “Brasileira” nos dias de hoje somos tratados como artigo de luxo. Ganhando até descontos em lojas como a Macy´s! E o melhor de tudo.... estão contratando Brasileiros!!!! Alguém tem que falar português para que a venda seja efetuada e o cliente saia satisfeito! Então por que não ir na onda gigante que o Brasil pegou e seguir o fluxo?! Já é hora de se desenvolver como líder!

Aí vem a questão, que desde a minha faculdade isso é tema para aulas, um líder nasce líder ou se desenvolve. Bom, na minha opinião são as duas coisas. Se você já tem o dom de liderar, ótimo, desenvolva-o mais! Se não, acho que um nerd não tem condições para liderar. Cada um deve desenvolver suas aptidões, e não ficar perdendo tempo em aprimorar suas fraquezas.
Então o que deve ser feito para desenvolver sua liderança?

1. Achar um mentor confiável:
Um mentor é um componente crítico para seu desenvolvimento como líder. Um estudo da HBS de 2004 mostrou que os profissionais que obtiveram mentores qualificados e onde havia confiança entre as partes foram bem mais sucedidos e mais satisfeitos profissionalmente. Uma sugestão desse estudo é que o mentee (a pessoa que receberá as coordenadas do mentor), procure um mentor que ele admire, não muito pelo seu sucesso, mas mais pelo seu caráter e valores.

2. Seja um voluntário:
Participar de um programa de voluntariado vai lhe dar um prazer imenso em poder ajudar o próximo. Além disso, vai proporcionar uma liderança diferente da empresarial que você terá que aprender para seguir como voluntário, pois seu caráter e valores provavelmente mudarão após o voluntariado.

3. Trabalhe ou Viaje para Diversos Países:

The world is flat” (Tom Friedman), ou o mundo é pequeno!!! Nunca foi tão importante ter experiência internacional, seja em viagens, estudos ou trabalhos. Será mais importante, futuramente, ter essa experiência do que ter habilidade intelectual. Por que uma pessoa que tem vivência no exterior provavelmente se adapta mais facilmente aos novos ambientes, novas pessoas e novas culturas. Além disso, tem uma bagagem diferente das pessoas que nunca tiveram tal experiência. Ter uma mentalidade global e habilidade de colaborar eficientemente por diversas culturas são virtudes essenciais para líderes em aspiração nas organizações multinacionais.

4. Pergunte Mais e Sempre:
Com a velocidade das informações que nos chegam atualmente, será muito difícil obter todas as respostas para as suas perguntas. Muito mais importante é ter a curiosidade sobre as questões mais cruciais e significantes, e saber fazê-las e organizá-las na seqüência de prioridades.

Então alguns steps já foram colocados no seu caminho para que em 2012 você possa galgar os primeiros passos de um grande líder! E que venha 2012!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

FUTURO DA ECONOMIA BRASILEIRA


A economia brasileira deverá crescer 3,6% neste ano, 3,5% em 2012 e 4% em 2013, prevê a organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estima em um relatório divulgado nesta quarta-feira (02/11/11) que o desempenho está "bem abaixo da taxa potencial de 4,5% ao ano".

Essas projeções dependem ainda, segundo a organização, de um cenário econômico global "relativamente favorável".

Brasil tem pior perspectiva de desaceleração em relatório da OCDE que recomenda que países ricos não aumentem juros. Grécia precisará de uma geração para controlar dívida, diz OCDE. "Há riscos negativos ao redor deste cenário, e o desempenho econômico do Brasil depende da materialização de um cenário relativamente favorável para a economia mundial", diz o relatório Estudos Econômicos sobre o Brasil.

Segundo a organização, a demanda interna, "estimulada por um investimento vigoroso, deverá provavelmente continuar sustentando a atividade econômica, mas deverá se atenuar progressivamente" em razão do aperto das políticas macroeconômicas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou em Paris há cerca de duas semanas que o PIB brasileiro deverá crescer entre 3,5% e 4% neste ano e 5% em 2012, "mesmo com uma piora internacional", previsão bem acima da anunciada nesta quarta pela OCDE. Convenhamos que o governo brasileiro está parecendo o governo Argentino, no que diz respeito à percentual de crescimento e inflação.

Mantega também afirmou na ocasião que a desaceleração econômica no segundo e terceiro trimestres havia sido "programada" e foi decorrente de medidas adotadas para atenuar o nível de atividade em um cenário inflacionário, como o aumento dos juros.

Inflação
A OCDE prevê ainda que a inflação brasileira poderá se reduzir progressivamente, mas deverá se manter na parte superior da meta estipulada pelo governo, que neste ano é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Segundo a organização, a inflação brasileira deverá ser, portanto, de 6,5% em 2011. Ela cairá em 2012 para 6,2% e para 5,1% em 2013.

Para a OCDE, o principal desafio macroeconômico do Brasil "consiste ainda em reduzir a inflação sem atrair capitais voláteis".

"As atuais condições econômicas internas e internacionais representam um desafio para a política monetária", diz a OCDE, acrescentando que as autoridades terão de enfrentar a difícil tripla tarefa de manter a independência da política monetária, a estabilidade da taxa de câmbio e a flexibilidade dos movimentos de capitais.

"Aumentar a taxa de juros para abrandar o crescimento econômico pode atrair capitais de curto prazo, alimentar a expansão econômica e provocar novas pressões de alta sobre o real", diz o relatório.

A organização recomenda que o governo brasileiro reduza os riscos associados aos grandes fluxos de capitais voláteis, principalmente por meio do aumento da poupança pública.

Agora é apenas esperar para ver até onde esses políticos e seus percentuais ilusórios vão chegar neste ano e no ano de 2012. Mas pelo que estou vendo, é melhor apertar o cinto. Com os Estados Unidos ainda em crise, e a zona do Euro em desespero, sem saber o que fazer, não serão os emergentes que tirarão todas essas nações da lama não. Ademais, é muito mais fácil caírmos nela também.

BRASILEIROS, SOFREDORES MAS SEMPRE ALEGRES!



Cinqüenta e um por cento dos brasileiros ouvidos em um levantamento do instituto GlobeScan entre julho e setembro disseram acreditar em um cenário "bom" ou "majoritariamente bom" para a economia dentro de um ano.

Notícias relacionadas com a Europa à espera de ajuda, Dilma chega a Cannes e prevê três anos de crescimento 'abaixo do potencial' para o Brasil. Mais de 85% de jovens no Brasil creem em futuro promissor, diz pesquisa Tópicos. No ano passado, 57% dos brasileiros escolheram esta resposta, disseram os pesquisadores.

Neste ano, 20% dos brasileiros disseram acreditar em tempos "ruins" ou "majoritariamente ruins" no próximo ano.

O otimismo registrado nos países emergentes – China e Índia tiveram o mesmo percentual de otimistas que o Brasil, por exemplo – contrasta com a realidade nos países desenvolvidos.

No Japão, apenas 5% dos entrevistados acreditam em um cenário econômico mais positivo nos próximos 12 meses, e essa proporção foi de 8% e 9% na Grã-Bretanha e na França, respectivamente.

Nos EUA, os otimistas contaram 16% dos americanos ouvidos, enquanto os pessimistas somaram 38%.

"As pessoas nos países desenvolvidos veem seus prospectos de curto e longo prazo como sombrio, e a crise que continua na zona do euro só piora as coisas", disse o presidente da GlobeScan, Doug Miller.

Já no Brasil, na Índia e na China, os "gigantes emergentes", disse Miller, "a pesquisa revela uma forte confiança do consumidor".

Entretanto, nem todos os países desenvolvidos registraram cenário puramente negativo. No Canadá, 28% dos entrevistados expressaram otimismo, enquanto na Alemanha essa proporção foi de 36%.

Futuro melhor

A pesquisa foi realizada com mais de 25 mil pessoas em 25 países. O continente que mais registrou otimismo foi a África.

Na Nigéria, 72% dos entrevistados disseram acreditar em melhoria no cenário econômico nos próximos 12 meses, enquanto este percentual foi de 57% no Egito, 55% no Quênia e 53% em Gana.

A pesquisa também detectou um nível mais elevado de otimismo em relação à economia nos próximos cinco anos.

Os entrevistados que disseram acreditar em um cenário positivo neste horizonte somaram 37% da amostra, contra 31% no ano passado.

Os mais otimismas para o período são os egípcios (74% dos entrevistados), nigerianos (73%) e chineses (62%). Os brasileiros estão empatados com os ganenses: 60% creem em prospectos positivos para a economia daqui até 2016.

Por esse estudo, podemos ler que os mais pobres são os mais felizes!!!! Como diz uma amiga minha: "Já visse pobre com depressão?"
Nois sofri, mais nois gostcha!!!!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SEJA VOCÊ!


Desmotivado, desanimado. Fica em casa mandando e-mails para empresas com seu currículo, um pouco desatualizado, esperando uma ligação ou um e-mail com uma resposta positiva para uma possível entrevista... Sinto muito, mas esse não é o caminho mais propício para você conseguir aquele trabalho tão sonhado. Primeiramente, vou mesclar esse artigo com o anterior. Caso você já esteja trabalhando e queira ser promovido (isso se já estiver pelo menos de 8 meses a 01 ano no cargo atual, e se a empresa for de grande porte) tenha uma conversa com seu superior, atrás de um feedback. Caso este feedback seja positivo, dê margem a uma possível proposta sobre promoção, e mostre seu interesse em sentar naquela cadeira!

No caso de estar desempregado e em busca de emprego, não desanime em obter o primeiro, segundo, terceiro, quarto,.... NÃO. Faça com que cada NÃO que você recebe lhe dê mais força e motivação para buscar mais e se aperfeiçoar mais durante as entrevistas e dinâmicas de grupo. Com mais entrevistas você perderá aquele friozinho na barriga, estará menos nervoso para responder às perguntas e saberá respondê-las de forma persuasiva, e não se esqueça de dizer sempre a verdade.

As pessoas responsáveis pela seleção de uma empresa sabem ler seu comportamento, lidam com isso há anos, e aquelas respostas já elaboradas, sinceramente, são péssimas para o candidato.

Faça uso de seu networking, que você cultivou no seu meio pessoal e profissional. Caso você seja um profissional bem qualificado para o mercado em que está inserido, procure a ajuda de um Headhunter. Ele, ou ela trará mais possibilidades de empregos com salários geralmente maiores para você. Isso se você estiver disposto a até se mudar de cidade ou região.

Não mande currículos à toa para conseguir qualquer emprego. Uma oferta de trabalho boa não se ganha, se conquista. Só os melhores é que estão à frente de quem tenta a sorte. Então se prepare, siga suas metas, a fim de conquistar seu objetivo, o trabalho que você sempre sonhou.

Mude para ser você! Não siga as regras de seleção, e não vá com respostas e produções pré-elaboradas. As empresas estão à procura de diversificação para aprimorar seus quadros de funcionários. Procuramos aqueles que possam colaborar com o diferencial e agregar maior competitividade na empresa. As idéias que agregam e que são diferentes nos impulsionam! Então seja você, seja autêntico! Não use rótulos!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MULHERES COMPETENTES X INSEGURANÇA


Após um estudo sobre cerca de cinqüenta 360o análise profissional, ficou bastante claro para mim que os homens que trabalham com mulheres acreditam que as mesmas demonstram baixa auto-estima e insegurança.
Para dar mais fundamento a esta conclusão procurei uma pesquisa sobre este assunto e achei uma bastante interessante concluída neste ano (2011) pelo Europe’s Institute of Leadership and Management, onde revelou que:

1. Os homens são mais seguros que as mulheres e comentam mais seus resultados positivos com colegas e superiores. Ou seja, eles vendem seu peixe com mais facilidade;

2. As mulheres são mais contidas em demonstrar seus resultados. Elas acham que pelo fato de estar fazendo seu trabalho e até superando metas, todos a sua volta sabem de sua competência e dos resultados atingidos por elas. Dessa forma, não precisam ficar comentando sua performance com os demais;

3. Os homens tem bastante claro seus objetivos e metas e apenas buscam empregos que os satisfaçam pessoalmente e profissionalmente (20%). Enquanto as mulheres são mais flexíveis ao buscarem novos rumos. Podendo aceitar uma proposta de emprego que não esteja de acordo com aquilo que ela busca (14%).

É notório que a grande maioria dos homens são mais exibicionistas que as mulheres, no que se refere aos seus resultados dentro da empresa. Já passei por entrevistas em que os homens que se exibiam mais ficaram com o cargo, enquanto muitas mulheres que estavam disputando a mesma vaga eram muito mais competentes para ocupar o cargo do que o homem que foi escolhido. Tanto é que em apenas seis meses de trabalho este rapaz foi demitido.

A realidade é que grande parte das mulheres que estão no mercado de trabalho tem aversão ao risco, sendo mais cautelosas ao pedir promoção ou mudar de emprego. O caso de Sharon Allen demonstra esse perfil. Ela trabalhava na Deloitte & Touche USA em 2003 quando seus colegas de trabalho mais próximos foram todos promovidos. Ela ficou pensativa durante dias e noites mal dormidas e decidiu então falar com seu chefe. Quando ela revelou ao próprio seus resultados e quantos negócios ela havia trazido para a empresa, seu chefe apenas disse, “Sharon, eu não sabia desses resultados tão positivos”. Após a conversa com o chefe ela se tornou o CEO da DTT nos EUA. Hoje ela ri deste episódio e diz que de agora em diante ela irá fazer e mostrar os resultados a todos de sua equipe e seus superiores.

Este medo que as mulheres tem de chamar atenção para si mesmas e expor suas opiniões, habilidades e resultados só faz com que essas mulheres qualificadas percam grandes oportunidades, promoções e fiquem estagnadas em suas funções.

Mulheres que detém grandes habilidades técnicas, bom relacionamento interpessoal, dinamismo, pró-ativismo e competência no que faz não precisam de muitas mudanças para atingir seus objetivos. Apenas foquem no que realmente desejam, e exponham seus pensamentos, suas idéias e conquistas. Dessa forma, a auto-estima e confiança em seu potencial irão aprimorar a cada dia que passa, e com isso seu medo de se expor vai diminuir gradualmente.

Boa sorte!!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

HEADHUNTERS NO BRASIL







Um grupo com algumas das mais importantes e tradicionais empresas de seleção de executivos para o alto escalão em atuação no país decidiu, pela primeira vez, unir forças. O objetivo é difundir seu trabalho e, assim, se defender da concorrência das novas empresas de recrutamento especializadas na média gerência que ganham espaço no país.

A responsável pela proeza de juntar na mesma mesa os principais executivos da Amrop Panelli Motta Cabrera, Heidrick & Struggles, Russell Reynolds, Spencer Stuart, Fesa, Robert Wong, Abrahams Executive Search e Caccuri Consultores foi a Association of Executive Search Consultants (Aesc).

Essas companhias farão parte do primeiro comitê da associação no país, lançado esta semana pelo diretor da Aesc, Brian Glade. "Não espero que eles compartilhem todas as suas melhores práticas, isso seria ingenuidade. Mas sei que eles querem restabelecer a credibilidade da área de 'executive search', pois sabem que isso beneficiará a todos", disse Glade ao Valor.

O líder do comitê será Luiz Carlos Cabrera, sócio fundador da Amrop Panelli Motta Cabrera. "No Brasil, existem hoje muitos consultores que não seguem os princípios éticos da profissão e que estão conquistando uma grande fatia do mercado, deixando para trás as empresas que fazem um trabalho de qualidade superior."

Presente em 74 países e com 300 firmas associadas pelo mundo, com escritórios em Nova York e em Bruxelas, a entidade é muito prestigiada entre os headhunters. No Brasil, tem mais de 20 empresas participantes. Em seu plano estratégico para os próximos cinco anos está ampliar a sua atuação no país. "Queremos ajudar a educar o mercado brasileiro", diz.

O comitê pretende promover discussões, treinamentos e dividir com outros países informações sobre o país "Embora esteja mais morno nesse momento, ele deve crescer muito e queremos evitar os problemas que acontecem hoje na China", analisa Glade. Ele conta que, no mercado chinês, o índice de retenção nas empresas é baixíssimo e, por isso, encontrar candidatos é muito mais fácil. "Os executivos mudam de emprego a cada 18 meses, basta oferecer dinheiro e um cargo novo."

Com isso, empresas que recrutam pela internet e que estão mais preocupadas com o lucro do que com a adequação do candidato à necessidade do cliente ganham espaço rapidamente. "Isso está acontecendo em muitos lugares do mundo", afirma.

Glade explica que o que diferencia o trabalho de uma empresa de "retained search" de outras formas de recrutamento é que elas funcionam como uma consultoria para o cliente. "Não se trata de simplesmente encontrar um candidato, mas de entender a cultura da empresa, conhecer o negócio e realizar uma pesquisa aprofundada antes de indicar alguém. A lista é curta e existe uma relação forte de confiança envolvida", ressalta.

Ele critica as companhias que apenas apresentam nomes e tratam o trabalho de seleção como uma transação comercial. Outro diferencial é quanto à forma de pagamento. Enquanto nas empresas de "retained search" o pagamento geralmente é realizado na hora da contratação do serviço ou diluído em parcelas, em um processo que pode levar meses, nas outras ele acontece no ato da apresentação dos candidatos. "Isso acelera todo o processo."

A indústria de seleção de executivos movimentou este ano cerca de U$ 11 bilhões mundialmente. Segundo Glade, o número é bastante animador e deve superar o ano de 2008, um dos melhores já registrados nesse segmento.

Para engordar suas receitas, a maior parte dessas empresas tem oferecido, além da seleção de executivos no alto escalão, serviços como avaliação de executivos (assessment), aconselhamento (counseling), treinamento de líderes (coaching) ou ajuda na escolha de membros para os conselhos de administração. "Essa é uma tendência", diz Glade.

Algumas companhias, no entanto, veem essa diversificação como a única forma de garantir a lucratividade no longo prazo. "Elas dizem que isso será o futuro da indústria, o que para mim soa muito ambicioso. Outras empresas, mais conscientes, percebem isso apenas como um valor adicional e sabem que essa não será uma parte tão grande do negócio".

Para 2012, Glade diz que é difícil prever o cenário. "O mundo está muito conectado. Nos Estados Unidos falamos sobre uma nova recessão, na Europa vemos as dificuldades na zona do euro", diz. Embora o panorama seja de incerteza, ele prevê um crescimento em torno de 10% na indústria de "executive search" em países da Ásia e também no Brasil.

De acordo com o diretor da Aesc, a maioria dos contratos ainda vem dos mercados americano e europeu, mas o maior crescimento se concentra atualmente nos países emergentes. "Com o tempo, eles vão superar os mais estabelecidos e tradicionais".