sexta-feira, 28 de outubro de 2011
MULHERES COMPETENTES X INSEGURANÇA
Após um estudo sobre cerca de cinqüenta 360o análise profissional, ficou bastante claro para mim que os homens que trabalham com mulheres acreditam que as mesmas demonstram baixa auto-estima e insegurança.
Para dar mais fundamento a esta conclusão procurei uma pesquisa sobre este assunto e achei uma bastante interessante concluída neste ano (2011) pelo Europe’s Institute of Leadership and Management, onde revelou que:
1. Os homens são mais seguros que as mulheres e comentam mais seus resultados positivos com colegas e superiores. Ou seja, eles vendem seu peixe com mais facilidade;
2. As mulheres são mais contidas em demonstrar seus resultados. Elas acham que pelo fato de estar fazendo seu trabalho e até superando metas, todos a sua volta sabem de sua competência e dos resultados atingidos por elas. Dessa forma, não precisam ficar comentando sua performance com os demais;
3. Os homens tem bastante claro seus objetivos e metas e apenas buscam empregos que os satisfaçam pessoalmente e profissionalmente (20%). Enquanto as mulheres são mais flexíveis ao buscarem novos rumos. Podendo aceitar uma proposta de emprego que não esteja de acordo com aquilo que ela busca (14%).
É notório que a grande maioria dos homens são mais exibicionistas que as mulheres, no que se refere aos seus resultados dentro da empresa. Já passei por entrevistas em que os homens que se exibiam mais ficaram com o cargo, enquanto muitas mulheres que estavam disputando a mesma vaga eram muito mais competentes para ocupar o cargo do que o homem que foi escolhido. Tanto é que em apenas seis meses de trabalho este rapaz foi demitido.
A realidade é que grande parte das mulheres que estão no mercado de trabalho tem aversão ao risco, sendo mais cautelosas ao pedir promoção ou mudar de emprego. O caso de Sharon Allen demonstra esse perfil. Ela trabalhava na Deloitte & Touche USA em 2003 quando seus colegas de trabalho mais próximos foram todos promovidos. Ela ficou pensativa durante dias e noites mal dormidas e decidiu então falar com seu chefe. Quando ela revelou ao próprio seus resultados e quantos negócios ela havia trazido para a empresa, seu chefe apenas disse, “Sharon, eu não sabia desses resultados tão positivos”. Após a conversa com o chefe ela se tornou o CEO da DTT nos EUA. Hoje ela ri deste episódio e diz que de agora em diante ela irá fazer e mostrar os resultados a todos de sua equipe e seus superiores.
Este medo que as mulheres tem de chamar atenção para si mesmas e expor suas opiniões, habilidades e resultados só faz com que essas mulheres qualificadas percam grandes oportunidades, promoções e fiquem estagnadas em suas funções.
Mulheres que detém grandes habilidades técnicas, bom relacionamento interpessoal, dinamismo, pró-ativismo e competência no que faz não precisam de muitas mudanças para atingir seus objetivos. Apenas foquem no que realmente desejam, e exponham seus pensamentos, suas idéias e conquistas. Dessa forma, a auto-estima e confiança em seu potencial irão aprimorar a cada dia que passa, e com isso seu medo de se expor vai diminuir gradualmente.
Boa sorte!!!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
HEADHUNTERS NO BRASIL
Um grupo com algumas das mais importantes e tradicionais empresas de seleção de executivos para o alto escalão em atuação no país decidiu, pela primeira vez, unir forças. O objetivo é difundir seu trabalho e, assim, se defender da concorrência das novas empresas de recrutamento especializadas na média gerência que ganham espaço no país.
A responsável pela proeza de juntar na mesma mesa os principais executivos da Amrop Panelli Motta Cabrera, Heidrick & Struggles, Russell Reynolds, Spencer Stuart, Fesa, Robert Wong, Abrahams Executive Search e Caccuri Consultores foi a Association of Executive Search Consultants (Aesc).
Essas companhias farão parte do primeiro comitê da associação no país, lançado esta semana pelo diretor da Aesc, Brian Glade. "Não espero que eles compartilhem todas as suas melhores práticas, isso seria ingenuidade. Mas sei que eles querem restabelecer a credibilidade da área de 'executive search', pois sabem que isso beneficiará a todos", disse Glade ao Valor.
O líder do comitê será Luiz Carlos Cabrera, sócio fundador da Amrop Panelli Motta Cabrera. "No Brasil, existem hoje muitos consultores que não seguem os princípios éticos da profissão e que estão conquistando uma grande fatia do mercado, deixando para trás as empresas que fazem um trabalho de qualidade superior."
Presente em 74 países e com 300 firmas associadas pelo mundo, com escritórios em Nova York e em Bruxelas, a entidade é muito prestigiada entre os headhunters. No Brasil, tem mais de 20 empresas participantes. Em seu plano estratégico para os próximos cinco anos está ampliar a sua atuação no país. "Queremos ajudar a educar o mercado brasileiro", diz.
O comitê pretende promover discussões, treinamentos e dividir com outros países informações sobre o país "Embora esteja mais morno nesse momento, ele deve crescer muito e queremos evitar os problemas que acontecem hoje na China", analisa Glade. Ele conta que, no mercado chinês, o índice de retenção nas empresas é baixíssimo e, por isso, encontrar candidatos é muito mais fácil. "Os executivos mudam de emprego a cada 18 meses, basta oferecer dinheiro e um cargo novo."
Com isso, empresas que recrutam pela internet e que estão mais preocupadas com o lucro do que com a adequação do candidato à necessidade do cliente ganham espaço rapidamente. "Isso está acontecendo em muitos lugares do mundo", afirma.
Glade explica que o que diferencia o trabalho de uma empresa de "retained search" de outras formas de recrutamento é que elas funcionam como uma consultoria para o cliente. "Não se trata de simplesmente encontrar um candidato, mas de entender a cultura da empresa, conhecer o negócio e realizar uma pesquisa aprofundada antes de indicar alguém. A lista é curta e existe uma relação forte de confiança envolvida", ressalta.
Ele critica as companhias que apenas apresentam nomes e tratam o trabalho de seleção como uma transação comercial. Outro diferencial é quanto à forma de pagamento. Enquanto nas empresas de "retained search" o pagamento geralmente é realizado na hora da contratação do serviço ou diluído em parcelas, em um processo que pode levar meses, nas outras ele acontece no ato da apresentação dos candidatos. "Isso acelera todo o processo."
A indústria de seleção de executivos movimentou este ano cerca de U$ 11 bilhões mundialmente. Segundo Glade, o número é bastante animador e deve superar o ano de 2008, um dos melhores já registrados nesse segmento.
Para engordar suas receitas, a maior parte dessas empresas tem oferecido, além da seleção de executivos no alto escalão, serviços como avaliação de executivos (assessment), aconselhamento (counseling), treinamento de líderes (coaching) ou ajuda na escolha de membros para os conselhos de administração. "Essa é uma tendência", diz Glade.
Algumas companhias, no entanto, veem essa diversificação como a única forma de garantir a lucratividade no longo prazo. "Elas dizem que isso será o futuro da indústria, o que para mim soa muito ambicioso. Outras empresas, mais conscientes, percebem isso apenas como um valor adicional e sabem que essa não será uma parte tão grande do negócio".
Para 2012, Glade diz que é difícil prever o cenário. "O mundo está muito conectado. Nos Estados Unidos falamos sobre uma nova recessão, na Europa vemos as dificuldades na zona do euro", diz. Embora o panorama seja de incerteza, ele prevê um crescimento em torno de 10% na indústria de "executive search" em países da Ásia e também no Brasil.
De acordo com o diretor da Aesc, a maioria dos contratos ainda vem dos mercados americano e europeu, mas o maior crescimento se concentra atualmente nos países emergentes. "Com o tempo, eles vão superar os mais estabelecidos e tradicionais".
Imóveis nos EUA
Quase um quinto (17%) dos brasileiros que compram imóveis na Flórida, nos Estados Unidos, têm como objetivo investir, de acordo com levantamento da NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos Estados Unidos, na sigla em inglês).
Por outro lado, segundo a pesquisa, que levou em consideração os últimos doze meses encerrados em junho de 2011, 47% brasileiros que compraram imóveis no estado norte-americano tinham como principal interesse passar férias com a família e com amigos, enquanto 23% estavam interessados tanto em investir quanto em passar férias.
Já 9% dos brasileiros estavam interessados em uma residência para a aposentadoria.
Compradores de outros países
Segundo a pesquisa, os brasileiros só perdem para os canadenses entre os estrangeiros que mais compraram imóveis na Flórida, sendo responsáveis por 8% de todas as aquisições entre julho de 2010 e junho de 2011 - os canadenses compraram 39% dos imóveis.
A maior parte deles (53%) também comprou o bem para usufruir durante as férias, com a família e amigos. Já 16% fizeram a transação pensando em investir e 26% pensaram nas duas coisas: férias e investimento.
Os venezuelanos e britânicos ficaram em terceiro lugar, com 7%. Assim como os brasileiros, 17% dos britânicos também compraram pensando em investimentos e 33% queriam um local para férias
Já os venezuelanos focaram mais nos investimentos: 27% compraram com este fim, contra 34% que tinham o objetivo de passar férias.
Cidades preferidas
A cidades de Miami, Fort Lauderdale e Miami Beach são as preferidas dos brasileiros que compram imóveis na Flórida e respondem por mais da metade (53%) de todas as aquisições. Em seguida aparecem as cidades de Orlando e Kissimmee, com 30% do total.
De acordo com o levantamento, 43% dos brasileiros que compram imóveis naquela região esperam utilizar a propriedade por um período entre três e seis meses durante o ano.
Já 20% planejam usar a propriedade por mais de seis meses, enquanto 14% disseram que pretendem ficar menos de um mês e 9% planejam ficar entre 1 e 2 meses.
Tipos de casas
Segundo o NAR, 5% dos compradores brasileiros adquirem residências em áreas centrais e urbanas das cidades.
A maior parte das residências (53%) compradas por brasileiros na Flórida é apartamento ou “condos”, espécie de flat que pode ser alugado uma parte do ano e também serve de moradia quando não está locado.
Já 34% das compras foram de casas “não-geminadas” e 6% é de casas geminadas ou em condomínios.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
PRIMAVERA ÁRABE FEMININA
Adoro livros biográficos que contam histórias de mulheres que vivem em países em desenvolvimento e principalmente nos países pobres, onde elas mostram como superaram as barreiras da fome, miséria, falta de educação e principalmente mostram as distinções de tratamento entre homens e mulheres, que são claríssimas nos países Africanos e alguns Asiáticos.
A Primavera Árabe (Os protestos no mundo árabe em 2010-2011, é uma onda revolucionária de manifestações e protestos que vêm ocorrendo no Oriente Médio e no Norte da África desde 18 de dezembro de 2010), trouxe bastante conflitos e com pesar, mortes. Mas com esses conflitos também vieram muitas conquistas, principalmente para as mulheres de alguns desses países, e podemos até afirmar que estas mulheres foram as protagonistas deste cenário de transformações.
Nestas localidades (Ásia e África) os direitos humanos nunca foi um assunto levado muito a sério, principalmente quando se tratavam de mulheres. Apenas no ano de 2002 os países árabes concluíram que existem três fatores que auxiliaram na estagnação dessa região, assim segue:
1º Falta de leis de direitos humanos femininos;
2º Falta de liberdade política;
3º Educação de má qualidade.
Agora que a constituição do Egito e da Tunísia estão sendo reescritas, as mulheres desses dois países, que foram os primeiros a levantar a bandeira da Primavera Árabe, esperam que seus direitos sejam levados em conta e que realmente sejam respeitados ativamente.
Desde os anos 70 que o Egito estava regredindo, isso pelo fato de que muitos grupos religiosos, extremamente conservadores, estavam evoluindo emquantidade e qualidade no país. Hoje a situação do Egito é diferente. As mulheres egípicias podem trabalhar, estudar, votar e se eleger a cargos públicos. No entanto, apenas 58% desta população são alfabetizadas, e apenas 23% estão no mercado de trabalho. Outro fato de diferença de tratamento, é que quando há herança, as mulheres tem direito a apenas 50% do valor que lhe é devido. Ou seja, a outra metade é dividida entre os homens da família. Outro fato importante é que o marido pode se divorciar de sua esposa a qualquer momento. Enquanto que a esposa, caso venha a pedir o divórcio, se tiver punho mesmo, perde totalmente a guarda dos filhos do casal.
Já na Tunísia, os direitos das mulheres já se encontram mais favoráveis. Neste país, as leis são basicamente as mesmas para o homem assim como para a mulher. Divórcio, poligamia, educação e leis trabalhista são iguais para ambos os sexos. E vejam só, até o aborto foi liberado na Tunísia. A taxa de alfabetização na Tunísia é de 70% das mulheres e 27% delas estão inseridas no mercado de trabalho. Comparando a Tunísia e o Egito, 2/3 das mulheres da Tunísia estão na universidade, enquanto 2/5 das Egípicias estão cursando uma graduação.
Os ditadores estão caindo e espero que o futuro dessas mulheres que passaram por humilhações inimagináveis venha pleno de respeito à igualdade de raças, cor e religião. E que assim como as mulheres dos países desenvolvidos elas possam de alguma forma contribuir para o futuro de seus países e das futuras gerações.
Melhores MBA's Brasileiros
FGV e FIA são as únicas brasileiras em ranking do FT de MBA Executivo
Por Adriana Fonseca | Valor SÃO PAULO - A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp) e a Fundação Instituto de Administração (FIA) são as duas únicas instituições brasileiras presentes no ranking dos melhores MBAs Executivos do "Financial Times".
A FGV aparece na 26ª colocação com o programa OneMBA, uma parceria da escola com a The Chinese University of Hong Kong (China), a RSM Erasmus University (Holanda), a Tecnológico de Monterrey (México) e a The University of North Carolina at Chapel Hill (EUA). Em 2010, o programa ocupava a 22ª posição da lista.
Ao contrário do curso da FGV, que caiu quatro posições, o MBA Executivo Internacional da FIA ganhou nove, passando da 66ª colocação em 2010 para a 57ª posição neste ano.
Esta é a 11º vez que o "Financial Times" publica o ranking de MBA Executivo. Em 2011, 129 escolas de negócios foram avaliadas - oito a mais do que em 2010. A análise é feita com base em questionários preenchidos pelas instituições de ensino e por ex-alunos. Entre os critérios avaliados estão os salários daqueles que se formaram pela escola, a diversidade de professores e alunos, de acordo com gênero e nacionalidade, e o número de artigos científicos publicados pelos membros da instituição.
(Adriana Fonseca | Valor)
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