sexta-feira, 30 de setembro de 2011
GOOGLE IT !!!
O Google é, mais uma vez, o empregador mais atrativo do mundo, segundo levantamento feito anualmente pela consultoria Universum. De acordo com o ranking de 2011, divulgado hoje, a KPMG se manteve na segunda colocação e a PwC passou à frente da Ernst & Young, ficando com a terceira posição. Para chegar à lista dos 50 empregadores mais atraentes do mundo, a Universum ouviu 160 mil profissionais das 12 maiores economias do planeta, o que inclui o Brasil.
A consultoria subdividiu o ranking principal em outros dois, de acordo com a área de atuação dos profissionais - “negócios” e “engenharia e TI”. Em ambos, o Google aparece no topo da lista. Daí para baixo, o perfil do empregador mais atrativo muda um pouco. Entre os profissionais de “negócios”, as consultorias dominam as primeiras colocações (veja tabela abaixo).
Empresas mais atraentes para profissionais de "negócios" 1 Google
2 KPMG
3 PwC
4 Ernst & Young
5 Deloitte
6 Microsoft
7 Procter & Gamble
8 J.P. Morgan
9 Apple
10 Goldman Sachs
Já entre os engenheiros, há uma preferência pelas empresas de tecnologia (tabela a seguir). “A indústria de software é altamente dependente de capital humano, por isso faz tanto esforço para atrair e reter as mentes mais brilhantes do mundo”, afirma Carlo Duraturo, diretor global da Universum. “Hoje, há uma nova cultura no ambiente de trabalho, de escritórios descontraídos e criativos, e isso é, em parte, consequência dessa indústria.”
Empresas mais atraentes para profissionais de "engenharia e TI" 1 Google
2 IBM
3 Microsoft
4 BMW
5 Intel
6 Sony
7 Apple
8 General Electric
9 Siemens
10 Procter & Gamble
No Brasil, o empregador mais atrativo não é o Google. A Petrobras lidera o ranking tanto de profissionais de “negócios” como de “engenharia”. Há outras empresas nacionais entre as preferidas de ambos os grupos. Na área denominada “negócios”, também figuram nas dez primeiras posições Vale, Ambev, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Rede Globo. Entre os engenheiros, as companhias brasileiras dominam o topo da lista. Das dez mais atraentes, oito são do país: Vale, Norberto Odebrecht, Gerdau, Embraer, Votorantim, Ambev e Eletrobras, além da Petrobras na primeira posição. Abaixo, a lista completa das empresas mais atraentes para os brasileiros de “negócios” e de “engenharia”.
Empresas mais atraentes para os brasileiros Ranking Negócios Engenharia e TI
1 Petrobras Petrobras
2 Google Vale
3 Apple Construtora Norberto Odebrecht
4 Vale Gerdau
5 Ambev Apple
6 The Coca-Cola Company Google
7 Nestlé Embraer
8 Banco do Brasil Votorantim
9 Itaú Unibanco Ambev
10 Rede Globo Eletrobras
O estudo da Universum mostra também que, tanto em “negócios” como em “engenharia”, o atrativo mais importante que uma companhia pode oferecer é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. “Enquanto os ‘baby boomers’ e a geração X focavam no trabalho duro para alcançar ganhos materiais, a geração Y busca uma vida mais equilibrada enquanto obtém ganhos financeiros”, afirma Cecilia Dahlström, diretora global de marketing da Universum.
Segundo ela, os profissionais de engenharia e TI também buscam empresas que oferecem um ambiente de trabalho criativo e dinâmico. Já aqueles classificados no grupo “negócios” valorizam o treinamento dado pelas companhias, bem como boas perspectivas de elevada remuneração no futuro.
(Adriana Fonseca | Valor)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
CONSTRUÇÃO DE QUALIDADE
bY TIAGO CISNEIROS para o Jornal Diário de Pernambuco
Recife, domingo, 21 de agosto de 2011
Renel Empreendimentos está completando 20 anos com foco na responsabilidade socioambiental
O filho Diogo, o pai Adamilton e a filha Isabella Melo estão à frente da empresa,
numa gestão com base familiar. “O foco não é apenas construir prédios. É satisfazer nosso colaborador, nossa clientela e as pessoas que estão ao nosso redor.” É assim que Isabella Melo resume a atuação da Renel Empreendimentos, empresa da qual é diretora, junto ao irmão, Diogo, e ao pai, Adamilton. A companhia pernambucana, que migrou do setor açucareiro para a construção civil, está completando duas décadas de existência, com um crescimento baseado em qualidade e responsabilidade socioambiental. De 2008 para cá, ela vem registrando uma expansão de, aproximadamente, 25% ao ano.
A Renel foi fundada por Adamilton, como uma empresa de representação de açúcar. Manteve-se assim por dez anos, até que os diretores resolveram diversificar os negócios. “A economia do país sempre foi muito volúvel e não queríamos depender de uma área. Como a construção civil estava se aprumando e havia um déficit habitacional grande, achamos que seria uma boa oportunidade”, diz Isabella.
De 2001 a 2009, a Renel Empreendimentos trabalhou nas duas frentes. Depois, passou a se dedicar, exclusivamente, à construção civil, com foco no público AB e nos bairros da Zona Sul do Recife. Embora ainda não seja uma das grandes empresas do setor, ela vem se destacando pela qualidade das obras e pelo espírito inovador.
A própria estreia como construtora já sinalizou a disposição para encontrar novos caminhos. “O primeiro prédio foi o Newton Melo, no Pina. Não havia nada aqui na região, que tem uma posição estratégica e vem atraindo os principais empresariais”, diz Isabella, lembrando que o edifício recebeu o prêmio de empresarial mais seguro da cidade. “Por isso, muita gente considera meu pai um visionário”, completa.
Apesar do início com um empresarial, a Renel especializou-se em residenciais. Os edifícios com nomes próprios e o sobrenome Melo são a marca registrada da empresa aos olhos dos consumidores. Longe deles, o destaque é a construção de uma cultura organizacional baseada na satisfação dos cerca de cem funcionários. “A ideia é que as pessoas se sintam bem aqui. Somos uma família”, diz a diretora. Entre as ações voltadas à equipe, está um curso de alfabetização desenvolvido em parceria com o Instituto Paulo Freire. A primeira turma, de 25 pessoas, deve conclui-lo em dezembro, após quatro meses de aulas no canteiro de obras.
A Renel está apostando, também, em promoção. “O mestre de obras ensina as funções aos outros colaboradores, que vão aprendendo e passando de nível. Isso é importante para segurar e motivar a equipe”, explica Isabella, ressaltando a alta rotatividade e o elevado poder de barganha dos trabalhadores da construção civil.
Nos próximos anos, a empresa deve fortalecer as ações no plano ambiental, com a construção de edifícios sustentáveis, caracterizados, por exemplo, pela valorização da iluminação natural e da reutilização da água da chuva. “Como não temos muita tecnologia nesta área, vamos precisar do apoio do governo de Reino Unido, Alemanha, Suécia, Noruega ou Dinamarca”, afirma Isabella, explicando por que as primeiras obras ainda devem demorar a sair do papel. Tempo que, para ela, poderá ser um aliado. “Estamos em um momento de mudança de mentalidade, com a sustentabilidade e o meio ambiente sendo muito debatidos nas escolas e na mídia. Como é um projeto de médio prazo, acho que a venda não vai ser difícil”, diz Isabella Melo.
Construção Civil e Sustentabilidade
Estudos apontam que desde os anos 80 a demanda da população mundial por recursos naturais é maior do que a capacidade do planeta em renová-los. Dados mais recentes do Green Building Council (GBC) - organização não governamental que surgiu para auxiliar no desenvolvimento da indústria da construção sustentável no mundo - demonstram que estamos utilizando 25% a mais do que temos disponível em termos de recursos naturais. Em outras palavras - para mantermos o estilo de vida atual - seria necessário um planeta e mais um quarto dele.
Dentro do segmento da construção civil os dados também são alarmantes. O setor consome 42% da energia disponibilizada, 21% da água tratada, é responsável por 25% da emissão de gases na atmosfera, além de gerar de 60 a 70% do entulho no Brasil. E a conta também sai cara: o desperdício de recursos na construção civil representa entre 11% e 15% do custo total da obra.
Porém, estamos falando de um segmento que movimenta 9,2% do PIB e canaliza 43% dos investimentos nacionais. Por isso, se por um lado é necessário seguir impulsionando o setor, por outro fica claro que é imprescindível que as construtoras revejam seus protocolos e busquem outros caminhos para manter os bons índices de crescimento que o país espera - e necessita - em tempos de Olimpíadas, Copa do Mundo, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.
Para o vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP, Ciro Scopel, existe sim uma mobilização - por parte do Governo e com apoio de setores acadêmicos em geral - no sentido de buscar soluções concretas para viabilizar construções sustentáveis no Brasil. Em parceria com a Fundação Dom Cabral, o Secovi-SP elaborou a Pesquisa de Indicadores de Sustentabilidade no Desenvolvimento Imobiliário Urbano. O objetivo do estudo é construir uma base de conhecimentos e apresentar recomendações aos setores privado e público para a promoção de cidades mais sustentáveis no país.
O crescimento do segmento e as construções sustentáveis foram temas de dois importantes encontros em São Paulo no mês passado. Entre os dias 10 e 12 de agosto aconteceu o 83º Enic - Encontro Nacional da Indústria da Construção. O evento reuniu profissionais de construção civil e áreas correlatas, além de autoridades dos governos municipal, estadual e federal. Entre os temas discutidos por comissões nacionais e internacionais, Cidades e Sustentabilidade e Inovação na Construção.
Alternativas para construções sustentáveis também serão alvo do Green Building Brasil Conferência Internacional & Expo. O evento debateu o binômio sustentabilidade x construção civil e também contou com a exposição de soluções, novas tecnologias e serviços especializados para qualificar obras verdes.
A disseminação e a atenção que esses encontros recebem tanto de órgãos públicos como da mídia deixa claro que a fase do greenwashing no segmento da construção civil está com os dias contados. Greenwashing é um termo para designar um procedimento de marketing de uma organização com o objetivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável dos seus serviços ou produtos mesmo que - de fato - essa corporação não pratique nenhuma ação sustentavelmente responsável.
Segundo pesquisa realizada pela Market Analysis, os produtos brasileiros são os que usam menos apelos em suas embalagens para dar ao consumidor uma falsa impressão de preocupação ambiental. Mas essa não é uma boa notícia: ainda assim, a prática é freqüente no país, pois 90% de todos os produtos nacionais analisados pela pesquisa possuem algum tipo de apelo ecológico.
Inaceitável que no início da segunda década do século 21, argumentos sustentáveis figurem apenas em discursos. Para fechar essa conta, os fornecedores da indústria da construção civil devem começar o processo investindo em pesquisa e desenvolvimento de produtos que se comprovem tecnicamente sustentáveis. Não é fácil e nem barato conseguir o mesmo desempenho de produtos para construção civil - como tintas e vernizes, por exemplo - que são caracterizados como agentes poluentes por natureza.
Estampar nas embalagens frases politicamente corretas e verdes é fácil. Difícil é traçar novos caminhos evitando o uso de matérias-primas base petróleo e lançando mão de fontes renováveis para a elaboração das linhas. Esse tem sido o desafio da indústria e de toda a cadeia de fornecimento: incrementar a produção de produtos verdadeiramente ecológicos e sustentáveis de forma economicamente viável. Isso porque o conceito de sustentabilidade também passa por ôser econômico". Trata-de uma nova mentalidade de negócios que dá os primeiros passos, mas a indústria tem provado que é possível. E encontros como o organizado pelo GBC comprovam isso.
O que ainda parece nebuloso no setor é que sustentabilidade rima sim com lucratividade. E não apenas porque o planeta ganha bônus quando se polui menos. Mas porque uma construção que siga os parâmetros da sustentrabilidade valoriza o imóvel após um verdadeiro efeito dominó: um apartamento sustentável é mais confortável, com cômodos mais iluminados. Essa iluminação natural gera menos consumo de energia elétrica, que - por sua vez - reduz o valor da conta tanto da unidade como do condomínio. Essas vantagens são argumentos irrefutáveis no momento da comercialização e (ou) aluguel e tem por conseqüência a valorização monetária do imóvel. Por isso, podemos afirmar que temos que trabalhar em dois sentidos: agindo e pensando de forma sustentável.
Isabella Melo
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